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Nova era de eficiência na moagem de trigo
Antes de dobrar sua capacidade produtiva e avançar em tecnologia, a Cooperativa Tradição já carregava algo essencial: uma forte conexão com o campo. Com sede em Pato Branco (PR) e atuação próxima aos produtores do Sudoeste do Paraná, a cooperativa nasceu com um propósito claro: transformar a produção local em valor, fortalecendo a cadeia do trigo e gerando oportunidades para quem está na origem. Ao longo dos anos, esse compromisso com o desenvolvimento regional guiou suas decisões e consolidou sua presença no mercado.
Com o crescimento da demanda e a evolução do perfil dos clientes, surgiu um novo desafio. Mais do que ampliar volume, era preciso processar melhor o trigo da região, elevar o padrão das farinhas e se preparar para um mercado cada vez mais exigente. A estrutura existente já começava a impor limites: havia restrições para avançar em padronização, atender clientes mais técnicos e sustentar um crescimento mais ambicioso.
Foi nesse contexto que a Cooperativa Tradição decidiu dar um passo decisivo, iniciando um processo de modernização do seu moinho em parceria com a Bühler. A escolha pela Bühler veio da confiança em atributos já comprovados na prática: qualidade, durabilidade e segurança da solução. Segundo Marcos Lemes, gerente da Cooperativa Tradição, esses fatores foram decisivos no processo.
Nesse cenário de expansão, o projeto se tornou a base para sustentar o crescimento com consistência. Antes do retrofit, o moinho operava com capacidade de 100 toneladas por dia; após a implementação das melhorias, passou a 200 toneladas diárias. Esse salto não apenas dobrou a capacidade da planta, mas redefiniu o papel da operação dentro da estratégia da cooperativa, trazendo ganhos consistentes em qualidade, padronização e desempenho industrial, além de abrir portas para mercados mais exigentes e produtos de maior valor agregado.
Todo o projeto foi conduzido a partir de uma visão clara: crescer com controle. Dobrar a capacidade produtiva dentro de uma estrutura existente exigia mais do que investimento, exigia engenharia, planejamento e escolhas tecnológicas assertivas. O desafio era expandir mantendo estabilidade de processo, qualidade e eficiência operacional, especialmente em um layout originalmente projetado para metade da capacidade atual.
O projeto avançou ao longo de 2023, período em que foram definidas as soluções técnicas e realizadas as aquisições dos equipamentos. Em outubro do mesmo ano, teve início a desmontagem do moinho anterior, dando lugar a uma nova fase que envolveu montagem, testes e comissionamento da planta. Em junho de 2024, o moinho já estava em operação, consolidando uma transição estruturada e alinhada às expectativas da cooperativa.
Nesse processo, a Bühler assumiu um papel central como principal fornecedora de máquinas e serviços do projeto. Mais do que fornecer tecnologia, atuou como parceira na construção de uma planta preparada para o futuro, algo sustentado não apenas pela performance dos equipamentos, mas pela confiança construída ao longo do relacionamento. Segundo Marcos Lemes, a expectativa de resultado já era alta desde o início, especialmente pela reputação da marca em qualidade e durabilidade.
Essa percepção se reforçou na prática. De acordo com o gerente, o suporte contínuo foi um diferencial relevante ao longo de toda a jornada, garantindo segurança tanto na implementação das melhorias quanto na rotina produtiva da planta.
Com as melhorias implementadas, o moinho passou a operar com forte presença da tecnologia Bühler em sua estrutura produtiva, incluindo plansifters, bancos de cilindro, sassores, rosca dupla, filtros e grande parte da linha principal de moagem. Essa configuração reflete uma escolha orientada por desempenho, confiabilidade e qualidade. À medida que os resultados foram se consolidando, fortaleceu-se também entre os gestores a visão de uma planta futuramente 100% Bühler.
“Antes a gente trabalhava com uma extração em torno de 75%. Hoje estamos entre 78% e 79%. E isso faz muita diferença, porque o trigo é o principal custo do moinho — a cada 1% a mais de rendimento, a gente ganha quase cinco cargas de farinha, o que pode representar de R$ 300 mil a R$ 400 mil, dependendo do produto.”
— Marcos Lemes, gerente da Cooperativa Tradição
Esse resultado ajuda a explicar por que o projeto foi percebido como estratégico para o negócio. Em paralelo, a melhoria na qualidade das farinhas também se tornou um diferencial competitivo importante. Segundo o gerente da Cooperativa Tradição, essa evolução permitiu atender clientes que antes não eram viáveis com a estrutura anterior, mesmo utilizando o mesmo tipo de trigo, o que evidencia ganhos relevantes em padronização e desempenho do processo.
Outro pilar importante dessa transformação foi a automação. O novo sistema de operação trouxe melhorias significativas na supervisão da produção, no acompanhamento de dados e na gestão da rotina operacional. De acordo com Marcos, o impacto também foi sentido diretamente no dia a dia da equipe: os operadores passaram a trabalhar com mais tranquilidade e controle, apoiados por sistemas que emitem alertas e facilitam a condução dos processos.
Mais do que uma troca de equipamentos, houve uma transformação na forma de gerir o moinho.
A modernização também impactou diretamente a forma como a cooperativa se posiciona diante do mercado. As adequações de infraestrutura — incluindo melhorias em pisos, pinturas, cantos arredondados e implementação de boas práticas — tornaram o ambiente mais apto a certificações, auditorias e visitas de clientes, elevando o padrão da operação como um todo.
Segundo Estefano Stemmer Júnior, Diretor da Cooperativa Tradição, esse avanço também fortaleceu a forma como a empresa se apresenta ao mercado, tornando a planta mais preparada para receber clientes e sustentar relações comerciais mais exigentes.
A nova estrutura passou a funcionar como uma vitrine da capacidade técnica da cooperativa, transmitindo mais credibilidade e ampliando suas possibilidades de crescimento.
A parceria com a Bühler é reconhecida pela cooperativa como um dos pilares dessa transformação, destacando-se pela presença quando necessária, suporte consistente e confiabilidade na entrega. Esse relacionamento contribuiu diretamente para que a Cooperativa Tradição atingisse um novo patamar de eficiência industrial e se posicionasse de forma mais competitiva.
“A qualidade das farinhas melhorou muito. Hoje eu atendo clientes que, com o moinho antigo, eu não conseguiria atender. E isso trabalhando praticamente com o mesmo tipo de trigo.”
— Estefano Stemmer Júnior, diretor da Cooperativa Tradição
Olhando para o futuro, a cooperativa enxerga esse investimento como parte de uma jornada contínua de evolução. Entre os próximos passos estão a substituição dos equipamentos remanescentes na planta, a troca dos três bancos de cilindro antigos, a ampliação dos recursos de automação e, no longo prazo, a possível construção de um novo moinho em uma área com maior capacidade de expansão.
A trajetória recente da Cooperativa Tradição mostra como tecnologia, visão estratégica e parceria industrial podem transformar uma operação de forma consistente. Ao dobrar sua capacidade, melhorar a qualidade das farinhas, elevar o rendimento e profissionalizar sua rotina operacional, a cooperativa construiu uma base sólida para crescer com sustentabilidade.
Mais do que incorporar novos equipamentos, a Cooperativa Tradição construiu as bases para sustentar seu crescimento de longo prazo. O projeto reforça uma trajetória de evolução contínua e posiciona a cooperativa para atender um mercado cada vez mais exigente, com mais eficiência, qualidade e competitividade.